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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Apenas papel impresso

As bolsas despencam mundo afora. A palavra recessão assusta mas, por enquanto, a crise ainda não chegou no bolso, que é o mundo real do dinheiro. Eu, que sou uma pessoa leiga no assunto, ouvi uma informação simples e boa. Esta semana o filósofo e economista Eduardo Gianetti foi entrevistado no Jornal Nacional. Pediram para ele falar se há algum aspecto positivo na crise. E ele disse que, talvez, essa convulsão no sistema financeiro tire o dinheiro do centro da vida das pessoas.
Dinheiro serve para comprar coisas que a gente precisa e outras que servem para nos deixar feliz. É meio, e não fim.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Tá na moda

Os municípios precisam ter um plano diretor que norteie seu desenvolvimento pelas próximas décadas. Está no Estatuto das Cidades - não sei se todo e qualquer fim de mundo precisa, ou se é a partir de determinado número de habitantes.
Em Londrina, o aeroporto também tem um plano diretor.
O Parque de Exposições Governador Ney Braga também mereceu seu plano.
E ontem o entrevistado do primeiro escalão federal falou que as terras agricultáveis também serão enquadradas em um plano diretor. É para que o governo não seja acusado de usar terra demais para plantar oleaginosas e cana e deixar a comida de lado.

Não digo nada se daqui a algum tempo aparecer uma nova modalidade: planos diretores aplicados e pessoas...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Essa juventude...

Duas observações acerca da maneira de se vestir dos adolescentes.

Alguém precisava dizer a eles que calça skinny tem limite. Outra dia vi um rapazola duns 16 anos, vestido de uniforme escolar. A calça era de tactel, mas era muito justa para o tamanho do mocinho, praticamente um marmanjo. Calça jeans mais justa para homem até entendo, mas esse tecidos mais moles... não fica bem mesmo!

Notei que as mochilas da Company, um clááássico dos anos 90, voltaram para as costas da molecada. As alças, porém, estão esticadas no máximo, e todo volume carregado fica na altura da bunda. Acho que a idéia é passar uma impressão de displicência. Ok, conseguiram. Mas deve ser meio incômodo andar com a mochila batendo nas cadeiras, isso deve.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Considerações tardias acerca de um filme que deu certo

Assisti ontem, na Globo, “2 filhos de Francisco”. Gostei. Na época do lançamento, eu li críticas favoráveis, portanto, já esperava um bom filme. Ainda assim, me surpreendi com a qualidade do roteiro e do elenco. Ok, a dupla pode pagar por isso, mas tem o mérito de ter contratado uma equipe competente.
A ressalva é que achei o final apoteótico demasiado apoteótico.

Algumas considerações:

1) Notei um certo zelo da emissora com a “película”. Embora eu tenha assistido “2 filhos de Francisco” pela primeira vez na TV, não me parece que o filme tenha sido cortado, como é comum para adequar à grade. Reforça essa idéia o fato de os créditos finais não terem sido suprimidos. Teve toda a choradeira da dupla de filhos, no palco do Olímpia, acompanhada da dupla de pais - com direito até às letrinhas subindo. Qual filme goza dessa moral na Globo?

2)Não é muito fácil admitir, mas achei a letra de “É o amor” bonita. Veja bem: “é o amor, que veio como um tiro certo no meu coração (...) que fez eu entender que a vida é nada sem você”. É romântico.

3) Na minha modesta opinião, o filme é melhor do que a dupla.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Feliz 2008

Enquanto esperava a carona do amigo para a ir à casa do outro amigo encontrar mais amigos na noite do dia 31, assisti parte do show da virada da Globo. Todo este preâmbulo é uma justificativa blasé só para dizer que eu estava na frente da televisão de passagem, que eu jamais assistiria "a sério" tal programa. Feitas as ressalvas, vamos ao fato.
Chamou a atenção, sobremaneira, que as pessoas que estavam na fila do gargarejo cantavam de cor as músicas de todas as bandas que passaram por lá, com igual empolgação. Decorar as letras de Asa de Águia e Chiclete com Banana, vá lá, é tudo farinha do mesmo saco de genéricos, ocupa a mesma parte no cérebro. Mas as mesmas pessoas que cantaram isso se esgoelaram para acompanhar Charlie Brown Jr., como pode? E aí teve Beth Carvalho, e a "coisinha tão bonitinha do pai" estava na ponta da língua, e não era só o refrão!
Isso me lembra da formatura da amiga no final do ano: forró, axé e sertanejo, tudo suscitava o mesmo remelexo festivo na "galera". Sem preferências por estilo.
Chata, eu.
Desejo um 2008 iluminado para amigos e desconhecidos.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Os refrigeradores salvarão a Terra

Devo ter jogado no ralo uns cinco litros de água cristalina na última vez que degelei minha geladeira. Ao som do líquido escorrendo pelo cano de plástico, pensei que não vai faltar água na Terra: a água do futuro vai vir de dentro das geladeiras. Acabou a água? "Faça" mais.

-"Mas o que fazer com o calor produzido pelas geladeiras?", perguntou Manakelly, jogando um balde de água fria (ahn, ahn?) na minha idéia.

Sei lá.

E tem mais: será que podemos beber essa água? Dei uma googlada e refresquei (ahn, ahn?) a memória. O gelo que junta no freezer é resultado da condensação do ar e pode conter parte dos gases que fazem o refrigerador refrigerar. Além disso, é pobre em sais minerais, o que não é bom para o organismo.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Dúvida cruel IV

Onde moram as sementes da uva passa?
As uvas não passadas têm sementes graúdas, impossível não detectá-las.
Já as passas têm uns pontinhos, ínfimos, em seu interior.
Será que as sementes da uva passam junto com a fruta?

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O estranho mundo animal

Equipes de resgate salvaram um urso pendurado na ponte Rainbow, na Califórnia.
Os homens do resgate estenderam uma rede de nylon para salvar o urso.
O urso foi tranqüilizado com um dardo e empurrado com uma vara para a rede.
(FONTE: BBC Brasil)

A questão é: como o bicho foi parar lá? Seria um urso suicida? Que nada. Um carro ultrapassou o urso, ele se assustou e pulou a mureta da ponte. O bicho ficou 24 horas pendurado. O filminho da vida dele deve ter passado e repassado muuuuitas vezes...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Inclusão oportunista

Os únicos programas de TV que, invariavelmente, contam com legendas para espectadores surdos, são as propagandas de partidos políticos. Esse tipo de inclusão me desanima, sinceramente. Porque é de fachada, é uma forma de oportunismo eleitoreiro para inglês ver. Não boto fé no caráter "cidadão" que essas legendas possam ter - aliás, que palavra mais promíscua essa, cidadão, cidadania.
***
Por que SÓ na propaganda partidária, quando o futuro candidato fala o que quer, sem ninguém para argumentarcom ele, é que as tais legendas estão presentes?
***
Gostaria de saber se a pessoa surda consegue ler lábios dos atores/apresentadores na TV.
E, caso não consiga - e, portanto, não tenha acesso aos programas de TV - o que diabos ela estaria fazendo na frente da TV? Esperando a propaganda partidária começar?
***
Produtores de propagandas partidárias: vão carpir uma data.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Em caso de dúvida


Quando não se sabe o que fazer, o melhor é ficar onde está.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Ninguém perguntou, mas... - I

Dificilmente uma pessoa morreria engasgada com um suspiro.
Em contato com a saliva, a mistura de açúcar e clara de ovo derrete. Acredito que o mais grave a acontecer com um sujeito que fique com um suspiro entalado na glote é ficar sem ar só um curto período de tempo. Em seguida, o suspiro derrete e desobstrui a passagem de ar.
Ressalva: estou falando de suspiros de qualidade, que, ao menor sinal de umidade, se desmacham irresistivelmente.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Dúvida cruel III

Na época em que nem todo mundo tinha telefone em casa, qual era o comportamento padrão das visitas?
Eu acho que as pessoas apareciam na casa dos outros de surpresa, sem mais nem menos. Devia ser bem chato. Você estava lá, no sacro-santo recesso do lar, quase embarcando num sono dominical, aí chegava um bando de parentes, sem a menor cerimônia.
Aquela música, que fala do Arnesto que convidou prum samba e os convidados deram com o nariz na porta, me reforça essa idéia. O Arnesto deve ter esquecido do combinado ou, então, quis mesmo é fugir dos camaradas. Vai saber. Às vezes, ele teve uma emergência e teve de sair às pressas. E eu aqui julgando o cara.

O telefone fixo, o celular e o interfone facilitam muito a vida nesse ponto.
Inclusive para quem quer fugir de visitas fora de hora.

Mas acho que há uma perda nisso. Devia ser gostoso ficar esperando, será que eles vêm ou não vêm?

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Dúvida cruel II

Quem primeiro teve a idéia de criar cadeias será que pensou em:

1) Cercear a liberdade alheia como forma de punição?

ou

2) Tirar o mau elemento de circulação para garantir a sobrevivência da espécie?

segunda-feira, 11 de junho de 2007

A vida é treino

Minhas elocubrações infantis eram, em sua maioria, muito ricas.

Um dia eu perguntei para minha mãe como era depois da morte.

A resposta católica foi a da vida eterna, que se tivéssemos merecimento, iríamos para um lugar bem bom viver a eternidade. Mas só em espírito, claro.

A resposta fez todo o sentido, porque uma coisa, já naquela época, me era inconcebível: que a vida simplesmente acabasse.

Lembro-me de, aos três ou quatro anos, estar agachada no quintal de cerâmica da casa de SP, a mãe logo ao lado na área de serviço, ao alcance da voz. E pensar: "mas esse 'eu' que está pensando agora, agorinha, não é possível que ele pare de pensar um dia". Não conseguia conceber a não-existência. Depois da confirmação católico-maternal, me tranqüilizei: 'eu' continuaria a existir e a pensar, onde quer que fosse.

Essa certeza me acompanha desde então (ou desde sempre, não sei) e me faz acreditar com mais força na idéia de que a vida é treino. Um dia, se a gente treinar bem treinado e tiver merecimento, o 'eu' vai para um lugar tão inimaginavelmente danado de bom que não volta mais.

É, a vida é treino.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Insight





A flor é o sorriso da planta.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dúvida cruel I

Se eu jogar um ovo numa piscina, com toda força que puder, será que o ovo quebra ou afunda?

sábado, 21 de abril de 2007

Findo o mistério: porque hippie não toma banho


Hippie que se preza não é chegado num chuveiro, e isso não é novidade alguma.
Tenho a impressão que, quanto mais ensebado for o cabelo, mais grossa a crosta na planta dos pés e mais azedo o cecê, mais veraz é o amor à condição.
[tive o ímpeto de escrever “causa”, mas não encontrei nenhuma]
Lembro que uma vez vi um hippie bem bonito no 305, indo para a UEL, anos atrás. Tinha um rosto lindo e um corpo de dar inveja aos malhadores de plantão. Aliás, na recordação, ele é até mais agradável do que o foi naquele dia, já que deixou, como rastro, um cheiro acre. Desses que a gente não consegue esconder a careta. Blé.
Não sei por qual razão, o hippie bonito entrou descalço no ônibus. As havaianas estavam presas nos antebraços, uma em cada braço. Os pés, imundos, pareciam patas.
E o moço carregava, não sem atabalhoamento no vai-e-vem do ônibus, seu mostruário de penduricalhos.
Eu não vi, mas provavelmente o que se sucedeu foi que ele desceu e foi para o RU vender os badulaques. Algum universitário bichogrilesco (com o perdão da redundância) gostou do colar de sementes, pechinchou e levou.
Só que estudantes, muitas vezes, são limpinhos que só.
E aí pode acontecer o que aconteceu com a namorada do irmão da amiga.
Pelo pouco que observei, a moça está naquela fase em que a hippice é bonitinha e bem vinda. E que andar de havaianas pode ser uma maneira de manifestar a discordância com ‘a vida como ela é’ ou ainda um jeito de potencializar a leveza dos anos de faculdade.
Sucedeu que, de tanto tomar banho com o colar de sementes, feito pela própria, o colar germinou. Que hippie.

***

Anos atrás uma amiga da amiga ficava com um hippie bonito, de Artes Plásticas. Cobiçadíssimo o moço, aliás.
O romance acabou, mas os piolhos ficaram – nela.
Juro que aconteceu.

domingo, 15 de abril de 2007

Olha que bonito

"A ternura denuncia a veracidade do amor."

Disse o Frei Betto (Folha de S. Paulo, 08/04/07, p. 3) que foi o Milan Kundera, aquela de "A insustentável leveza do ser", o autor da frase. Gosto.

sábado, 14 de abril de 2007

Agá dois ó

Outro dia comentava com a minha mãe o último relatório do IPCC, que está mais para o livro do Apocalipse. Falávamos, em especial, da perspectiva de um bilhão de pessoas ficarem sem água e que isso é apontado como possível motivador de conflitos mundo afora.
E ela fez um comentário muito pertinente:

-Quem tiver um poço em casa vai fazer o quê? Colocar um guarda para tomar conta?

É. A coisa, que já não está boa, vai ficar feia de verdade.
Penso que, se hoje a “bandidage” fica de olho em carros, celulares, grana e afins, a água vai ser o bem cobiçado do futuro. Mas não consigo imaginar um pé-de-chinelo entrando em casa para roubar o transparente galão de vinte litros.
Antes, acho que estaremos nas mãos de uma máfia da água. Todo mundo sabe do cartel dos combustíveis; e se o modelo migrar para as distribuidoras de água mineral?

***

Odeio ter dor de cabeça. Embota-me a criatividade. E dói.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Para começar

Uns choram porque apanham. Outros, porque não lhe batem.
Já dizia a minha bisavó portuguesa.