Não faço resoluções de ano-novo, mas, se tivesse preparado uma listinha para 2008, certamente incluiria algo do tipo “entender de uma vez por todas que a vida não pode ser asséptica, que atos têm conseqüências e só se anda para frente quando a vida é vivida de peito aberto e com confiança”.
Quando eu era criança, minha especialidade era deslizar por debaixo dos brinquedos do parquinho feito cobra. Ao final do dia, eu era a criança mais sujinha e minha mãe levava outra camisetinha para não passar vergonha no caminho até em casa. Devia haver olhares de reprovação das meninas que usavam meiazinhas de babado, mas eu não percebia.
Hoje, minha tendência à assepsia me irrita.
Falou e disse quem me chamou uma vez de “paladina das boas maneiras”.
Muito obrigada.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Blues
Hoje fez, em Londrina, um céu azul geada.
É aquele azul infinito, sem uma nuvem sequer a lhe salpicar a hegemonia.
Gosto bem é muito de céu azul geada, a luminosidade fica mais bonita, a grama mais verde e a tez da gente, mais saudável.
Quando eu era criança pequena já percebia a superioridade desse tom celeste. Mas, na época, tinha outro nome: era o azul-Margarete.
Margarete era uma vizinha da vila em São Paulo. Morávamos na casa 16 e ela, na 18. Era uma loira bem branquela e sardenta que tinha um marido alto, ruivo, narigudo, um filhinho adotivo e um Chevette branco. O marido era dono de uma Kombi igualmente branca. Quando o filho tinha uns 5 anos, eles se separaram.
O Chevette de Margarete, com o perdão da rima, era uma extensão da mesma. Ela cuidava e polia. Para proteger o painel do sol, colocava um protetor gigante em forma de óculos escuros sob o pára-brisa. Total anos 80.
Não faço idéia de que idade tinha Margarete. O fato é que ela era um tanto sem noção.
Do tipo capaz de dar banho no gato filhote na pia do banheiro com água quente – da rua, eu e outras crianças ouvíamos miados tenebrosos. Do tipo que, em dias de céu azul, mas de frio cortante, colocava short, miniblusa e ia para a pracinha da vila lavar seu Chevette. Lembro de ver, ela e o filhinho, descalços e com pouca roupa, fazer uma festa com a mangueira. A otite e dor de garganta eram certas na semana seguinte.
Anos depois, quando eu e o Gu protestávamos contra nossos pulôveres e gorros, a mãe advertia:
-“O céu está azul, mas é azul-Margarete!”
É aquele azul infinito, sem uma nuvem sequer a lhe salpicar a hegemonia.
Gosto bem é muito de céu azul geada, a luminosidade fica mais bonita, a grama mais verde e a tez da gente, mais saudável.
Quando eu era criança pequena já percebia a superioridade desse tom celeste. Mas, na época, tinha outro nome: era o azul-Margarete.
Margarete era uma vizinha da vila em São Paulo. Morávamos na casa 16 e ela, na 18. Era uma loira bem branquela e sardenta que tinha um marido alto, ruivo, narigudo, um filhinho adotivo e um Chevette branco. O marido era dono de uma Kombi igualmente branca. Quando o filho tinha uns 5 anos, eles se separaram.
O Chevette de Margarete, com o perdão da rima, era uma extensão da mesma. Ela cuidava e polia. Para proteger o painel do sol, colocava um protetor gigante em forma de óculos escuros sob o pára-brisa. Total anos 80.
Não faço idéia de que idade tinha Margarete. O fato é que ela era um tanto sem noção.
Do tipo capaz de dar banho no gato filhote na pia do banheiro com água quente – da rua, eu e outras crianças ouvíamos miados tenebrosos. Do tipo que, em dias de céu azul, mas de frio cortante, colocava short, miniblusa e ia para a pracinha da vila lavar seu Chevette. Lembro de ver, ela e o filhinho, descalços e com pouca roupa, fazer uma festa com a mangueira. A otite e dor de garganta eram certas na semana seguinte.
Anos depois, quando eu e o Gu protestávamos contra nossos pulôveres e gorros, a mãe advertia:
-“O céu está azul, mas é azul-Margarete!”
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Tá na moda
Os municípios precisam ter um plano diretor que norteie seu desenvolvimento pelas próximas décadas. Está no Estatuto das Cidades - não sei se todo e qualquer fim de mundo precisa, ou se é a partir de determinado número de habitantes.
Em Londrina, o aeroporto também tem um plano diretor.
O Parque de Exposições Governador Ney Braga também mereceu seu plano.
E ontem o entrevistado do primeiro escalão federal falou que as terras agricultáveis também serão enquadradas em um plano diretor. É para que o governo não seja acusado de usar terra demais para plantar oleaginosas e cana e deixar a comida de lado.
Não digo nada se daqui a algum tempo aparecer uma nova modalidade: planos diretores aplicados e pessoas...
Em Londrina, o aeroporto também tem um plano diretor.
O Parque de Exposições Governador Ney Braga também mereceu seu plano.
E ontem o entrevistado do primeiro escalão federal falou que as terras agricultáveis também serão enquadradas em um plano diretor. É para que o governo não seja acusado de usar terra demais para plantar oleaginosas e cana e deixar a comida de lado.
Não digo nada se daqui a algum tempo aparecer uma nova modalidade: planos diretores aplicados e pessoas...
sábado, 3 de maio de 2008
Maternidade
Dias desses presenciei uma cena no supermercado. Uma moça, mais ou menos da minha idade, portadora da Síndrome de Down, empurrava um carrinho desses equipados com cadeirinha de bebê. Ela se afastou um pouco e, quando voltou, tratou de ver como estava o seu nenê. Passou a mão na cabecinha e segurou, nas suas, a pequena mão. Fez micagens e mandou beijo.
Sentado na cadeirinha um boneco de plástico permanecia com os bracinhos esticados, rijos. A moça não se importou com a falta de reação, e empurrou o carrinho para perto de onde sua mãe fazia compras sem perder de vista sua menina grande. Era uma senhora de uns cinquenta e poucos anos, sóbria e elegantemente bem arrumada.
Tempos atrás essa cena me deprimiria. Mas achei tão bonito. Bonita também a naturalidade com que a mãe da moça conduziu, a seu lado, a filha empurrando seu netinho que nunca vai falar, andar ou crescer.
Sentado na cadeirinha um boneco de plástico permanecia com os bracinhos esticados, rijos. A moça não se importou com a falta de reação, e empurrou o carrinho para perto de onde sua mãe fazia compras sem perder de vista sua menina grande. Era uma senhora de uns cinquenta e poucos anos, sóbria e elegantemente bem arrumada.
Tempos atrás essa cena me deprimiria. Mas achei tão bonito. Bonita também a naturalidade com que a mãe da moça conduziu, a seu lado, a filha empurrando seu netinho que nunca vai falar, andar ou crescer.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Essa juventude...
Duas observações acerca da maneira de se vestir dos adolescentes.
Alguém precisava dizer a eles que calça skinny tem limite. Outra dia vi um rapazola duns 16 anos, vestido de uniforme escolar. A calça era de tactel, mas era muito justa para o tamanho do mocinho, praticamente um marmanjo. Calça jeans mais justa para homem até entendo, mas esse tecidos mais moles... não fica bem mesmo!
Notei que as mochilas da Company, um clááássico dos anos 90, voltaram para as costas da molecada. As alças, porém, estão esticadas no máximo, e todo volume carregado fica na altura da bunda. Acho que a idéia é passar uma impressão de displicência. Ok, conseguiram. Mas deve ser meio incômodo andar com a mochila batendo nas cadeiras, isso deve.
Alguém precisava dizer a eles que calça skinny tem limite. Outra dia vi um rapazola duns 16 anos, vestido de uniforme escolar. A calça era de tactel, mas era muito justa para o tamanho do mocinho, praticamente um marmanjo. Calça jeans mais justa para homem até entendo, mas esse tecidos mais moles... não fica bem mesmo!
Notei que as mochilas da Company, um clááássico dos anos 90, voltaram para as costas da molecada. As alças, porém, estão esticadas no máximo, e todo volume carregado fica na altura da bunda. Acho que a idéia é passar uma impressão de displicência. Ok, conseguiram. Mas deve ser meio incômodo andar com a mochila batendo nas cadeiras, isso deve.
domingo, 20 de abril de 2008
Oração de vó tem poder
Para quem quiser proteger os seus sugiro uma oração que aprendi com a avó Irene.
"Chagas abertas, coração ferido, sangue derramado de Nosso Senhor Jesus Cristo, esteja entre (nome da pessoa) e o perigo".
Assim ela abençoou, por décadas, filhos, sobrinhos e netos.
"Chagas abertas, coração ferido, sangue derramado de Nosso Senhor Jesus Cristo, esteja entre (nome da pessoa) e o perigo".
Assim ela abençoou, por décadas, filhos, sobrinhos e netos.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
A doce avó
Quando a minha avó Irene prestava atenção em alguma coisa, ela sentava mais na ponta do sofá ou cadeira, apoiava os cotovelos sobre os joelhos e segurava as mãos uma com a outra. Nessa posição, com o tronco inclinado para frente, ela dirigia um olhar atento para o interlocutor. Se alguém interrompesse a fala, ela era rápida na repreensão, “olha, ele está falando”. Rápida, mas branda, como foi durante os 25 anos em que convivi com ela.
O assunto não interessava muito, o negócio dela era demonstrar, com olhos, tronco e membros, que estava absorvendo cada informação. Eu me deliciava com o pequeno ritual da minha seleta platéia. Um dia, na casa de Araraquara, eu fui explicar para a minha mãe alguma função do controle remoto. A avó já estava perto dos 80 anos, enxergando mal e um pouco aérea. Não deu outra: mesmo sem entender patavina – vovó nunca usou controle remoto – ela se debruçou sobre o tema e me deu alguns minutos sob seus olhos castanhos.
Com o passar do tempo ela foi se distanciando do mundo e das pessoas. Sinto que a diminuição da visão contribui muito para o exílio em si mesma. Passava os dias sentada na sua cadeirinha de almofadas alaranjadas que, originalmente, eram pretas e brancas. Tinha alguns trejeitos de velhinha, coçava a cabeça como uma velhinha. Ela morreu velhinha, graças a Deus.
Ficava com a televisão ligada por mera formalidade: se perguntávamos o que acontecia na novela, ela dava uma de joão-sem-braço. “Ué, você não está acompanhando?”
Nunca soubemos o quanto, de fato, ela enxergava.
Minha avó Irene é responsável por algumas das minhas recordações mais doces da infância. Ela levou eu e o Gu à missa, ao Mc’Donalds, ao Play Center (bem lembro da Montanha Encantada), fez passeios do TurisMetrô (só quem morou em Sampa nos anos 80 sabe o que é isso), passou álcool com eucalipto nas picadas de mosquito e me deu maçã raspadinha na boca quando eu ficava doente.
[numa tarde febril, lembro de ela ter cantado ‘Yes, nós temos banana’ umas 50 vezes para passar o tempo]
Ela me chamava de lindeza, tinha certeza que o Gu seria escritor e achava que o Corinthians era o melhor time do mundo. “Os outros times têm inveja do Corinthians, isso sim”, dizia. Não deixava ninguém vê-la sem dentadura, morria de pena dos pobres e foi integrante de uma CEB, as comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Ela ia a uma favela da zona norte de São Paulo, perto do Center Norte, ensinar às mães noções de higiene e alimentação. Um dia, ela estava fazendo um curativo com mercúrio-cromo (‘mercúrio’ era sempre ‘cromo’ para a vó) numa criança da favela, e um marginal armado entrou no barraco para se esconder da polícia. Vovó ficou lá, firmona, cuidou de um filho de Deus e depois narrou o fato aos familiares.
Não deixava ninguém com fome. Qualquer pessoa que tocasse a sua campainha recebia um prato de comida. As notícias correm, e quase toda tarde ela servia uma refeição para mendigos e andarilhos. O hábito rendeu um nome genial: McPobre. Os pratos e copos usados pelo McPobre eram devidamente higienizados e escaldados com água fervente.
Quando ela já estava no fim, eu disse que a amava. Ela disse que também me amava.
Continuo amando.
O assunto não interessava muito, o negócio dela era demonstrar, com olhos, tronco e membros, que estava absorvendo cada informação. Eu me deliciava com o pequeno ritual da minha seleta platéia. Um dia, na casa de Araraquara, eu fui explicar para a minha mãe alguma função do controle remoto. A avó já estava perto dos 80 anos, enxergando mal e um pouco aérea. Não deu outra: mesmo sem entender patavina – vovó nunca usou controle remoto – ela se debruçou sobre o tema e me deu alguns minutos sob seus olhos castanhos.
Com o passar do tempo ela foi se distanciando do mundo e das pessoas. Sinto que a diminuição da visão contribui muito para o exílio em si mesma. Passava os dias sentada na sua cadeirinha de almofadas alaranjadas que, originalmente, eram pretas e brancas. Tinha alguns trejeitos de velhinha, coçava a cabeça como uma velhinha. Ela morreu velhinha, graças a Deus.
Ficava com a televisão ligada por mera formalidade: se perguntávamos o que acontecia na novela, ela dava uma de joão-sem-braço. “Ué, você não está acompanhando?”
Nunca soubemos o quanto, de fato, ela enxergava.
Minha avó Irene é responsável por algumas das minhas recordações mais doces da infância. Ela levou eu e o Gu à missa, ao Mc’Donalds, ao Play Center (bem lembro da Montanha Encantada), fez passeios do TurisMetrô (só quem morou em Sampa nos anos 80 sabe o que é isso), passou álcool com eucalipto nas picadas de mosquito e me deu maçã raspadinha na boca quando eu ficava doente.
[numa tarde febril, lembro de ela ter cantado ‘Yes, nós temos banana’ umas 50 vezes para passar o tempo]
Ela me chamava de lindeza, tinha certeza que o Gu seria escritor e achava que o Corinthians era o melhor time do mundo. “Os outros times têm inveja do Corinthians, isso sim”, dizia. Não deixava ninguém vê-la sem dentadura, morria de pena dos pobres e foi integrante de uma CEB, as comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Ela ia a uma favela da zona norte de São Paulo, perto do Center Norte, ensinar às mães noções de higiene e alimentação. Um dia, ela estava fazendo um curativo com mercúrio-cromo (‘mercúrio’ era sempre ‘cromo’ para a vó) numa criança da favela, e um marginal armado entrou no barraco para se esconder da polícia. Vovó ficou lá, firmona, cuidou de um filho de Deus e depois narrou o fato aos familiares.
Não deixava ninguém com fome. Qualquer pessoa que tocasse a sua campainha recebia um prato de comida. As notícias correm, e quase toda tarde ela servia uma refeição para mendigos e andarilhos. O hábito rendeu um nome genial: McPobre. Os pratos e copos usados pelo McPobre eram devidamente higienizados e escaldados com água fervente.
Quando ela já estava no fim, eu disse que a amava. Ela disse que também me amava.
Continuo amando.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Quem tem medo de montanha russa?
Nos agostos araraquarenses da minha adolescência, a Facira era parada obrigatória. Tinha a parte das máquinas agrícolas, o palco, os estandes de loja, os restaurantes, os boizinhos e vaquinhas. Lembro até que, em mil novecentos e êpa, retirei a versão atualizada do meu título de eleitor no estande da Justiça Eleitoral, depois que a sessão em que eu votava mudou de número. Facira também é cidadania, minha gente!E tinha, invariavelmente, o parque de diversões.
[[Pausa para uma digressão.
Descobri que tinha medo de brinquedos de parque aos 13 anos quando, em visita ao Play Center com irmão e primos, senti pânico ao ir na montanha russa. "Super Jet" era o nome do monstro metálico. Lembro que segurei no braço do amigo bonito dos meus primos - ele tinha 17 anos e eu, portanto, não passava de uma fedelha - e, ao terminar o passeio, eu não sabia onde enfiar a cara. Amassei a manga da camiseta dele, de tanto que apertei. Ele, muito querido, não tirou sarro e nem contou para meus primos (o escárnio era certo). Hmmm... pelo menos não na minha frente. Fique muito, muito mal de ter sentido tanto medo.
Depois disso, fiquei com pavor desses brinquedos.
Fim da digressão.
De volta à Facira.]]
Lembro do Twist e do Amor Expresso, brinquedinhos inocentes. Tinha o temível Terminator, que rodava mais do que a Joelma do Calipso. Esse era o mais moderno: o cinto de segurança era automático; por isso, vivia dando chabú. Eu fui algumas vezes, sempre morrendo de medo, e fingindo cara de divertimento. Tinha um ainda mais apavorante, que era o Barco Viking - o cheiro de pneu queimado tomava conta na hora de parar o vai e vem. Nesse, fui uma vez e quase dei vexame. Eu não me conformava em ser medrosa e, um dia, me obriguei a ir no Kamikase. Surpreendentemente, não foi tão terrível.
Cresci. Não me recordo da última vez que fui à Facira e os brinquedos de parque, para minha alegria, ficaram no passado. Nada mais de ir só porque a turminha do Colégio Progresso estava indo. Liberdade, enfim.
Até que, no final do ano passado, a amiga Mana me revela que, assim como eu, tem medo de montanha russa. Decidimos, juntas, ir. Só para vencer o medo. Só para ver o que acontece. Tipo um desafio. "Se você for, eu vou".
Fomos no último domingo, debaixo do sol escaldante da 48º Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Uns 25 minutos de fila depois, alguns risos nervosos, comparações com os brinquedos ao lado , chegou nossa vez. Ao travar o cinto... caramba! Veio aquela baita sensação ruim, uma nesga de pavor. Mas, aos 27 anos, a gente já descobriu que tem coisa bem mais difícil na vida.
Ambas só abrimos os olhos depois do looping, e descemos tremendo. Comemoramos o feito como quem passa no vestibular.
Um minuto e vinte e oito segundos de emoção.
sábado, 8 de março de 2008
Infidelidade
Depois de me receber na porta, ela me levou ao cômodo cuja brancura era quebrada apenas por uma poltrona escarlate. Antecipei-me a tirar a roupa da cintura para baixo, como é costume nessas ocasiões, e me pus na horizontal. Só tiraria a parte de cima quando fosse preciso. Não era uma questão de desejo, que fique claro, mas de necessidade.
Ela foi cuidadosa, é verdade, e atenciosa. Puxou papo, comentou do calor, ligou o ar condicionado. Mas, para ser sincera, nem lembro da sua cara. Em dado o momento, tirei a parte de cima. E foi aí que a coisa desandou. Querendo mostrar serviço, a moça se equivocou. Aprecio minúcia, mas desde que comedida.
Findo o que me levou até lá, espichei os olhos e achei minha roupa na poltrona onde a tinha deixado. Apressei-me em me recompor. O pagamento é lá na frente, ela disse, ao me ver sacar a carteira, e se desculpou pela demora. Primeira vez, justificou-se. E eu nem achei que demorou.
Não foi uma experiência ruim. Mas só volto lá quando a depiladora oficial estiver com a agenda cheia novamente.
Ela foi cuidadosa, é verdade, e atenciosa. Puxou papo, comentou do calor, ligou o ar condicionado. Mas, para ser sincera, nem lembro da sua cara. Em dado o momento, tirei a parte de cima. E foi aí que a coisa desandou. Querendo mostrar serviço, a moça se equivocou. Aprecio minúcia, mas desde que comedida.
Findo o que me levou até lá, espichei os olhos e achei minha roupa na poltrona onde a tinha deixado. Apressei-me em me recompor. O pagamento é lá na frente, ela disse, ao me ver sacar a carteira, e se desculpou pela demora. Primeira vez, justificou-se. E eu nem achei que demorou.
Não foi uma experiência ruim. Mas só volto lá quando a depiladora oficial estiver com a agenda cheia novamente.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Tio kbssa no You Tube
Um dos irmãos do meu pai, justo o que levou o nome do meu avô, é o típico tio vida torta.
É uma figura.
As histórias que circulam na família são inenarráveis. Só para situar: o tipo foi integrante da Leões da Fabulosa, a torcida organizada da Portuguesa.
Algumas das pérolas foram filmadas no dia de Natal, e cá estão reunidas.
Produção familiar e caseira.
Kbssa Piadista
http://www.youtube.com/watch?v=nklwaymGE1g
Kbssa Lusa
http://www.youtube.com/watch?v=aKLR15X5Okk
Kbssa Facur
http://www.youtube.com/watch?v=tn_xlm4sR5s
É uma figura.
As histórias que circulam na família são inenarráveis. Só para situar: o tipo foi integrante da Leões da Fabulosa, a torcida organizada da Portuguesa.
Algumas das pérolas foram filmadas no dia de Natal, e cá estão reunidas.
Produção familiar e caseira.
Kbssa Piadista
http://www.youtube.com/watch?v=nklwaymGE1g
Kbssa Lusa
http://www.youtube.com/watch?v=aKLR15X5Okk
Kbssa Facur
http://www.youtube.com/watch?v=tn_xlm4sR5s
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