sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Da redacinha

[glub] Nossa! Que foi? O café está bom! A tia errou a mão então.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Das antigas

Esperávamos botar biquíni as moças e calções os moços para aproveitar o sol de Araraquara, mas o que se viu foram canelinhas friorentas de fora e braços protegido por casacos e moletons. A piscina ficou esquecida, coberta por uma lona, e o gramado foi usado por pouco tempo antes do toró. Os planos para a área externa foram abortados e os equipamentos mais solicitados foram a churrasqueira e o freezer. Só podia mesmo chover, ainda que na Morada do Sol, no encontro de 10 anos de formados da turma de colegial.
É que dez anos é bastante tempo. Mas nem tanto assim. Eu esperava ver uma ou duas crianças que fossem correndo pela chácara, mas representantes da vindoura geração não há. Sequer barriga de grávida. Que eu tenha conhecimento, dois casamentos de papel passado e dois ajuntamentos amorosos – desses, três enlaces foram este ano, só para ver o ritmo da galera. Muito bom reencontrar tanta gente querida das antigas, tanto abraço e sorriso sincero, muitas histórias próprias e atualizações dos casos de família. Pais que se separam, namoram ou se casam, irmãos que têm bebês. Carreiras com no máximo seis anos de existência (hm, acho que há uma exceção mais longeva), gente mudando de profissão. Enfim todos muitos jovens e animados. Adultos, mas muito pouco diferentes - pelo menos na aparência - de 1998, quando nosso terceiro colegial chegou ao fim no Colégio Progresso de Araraquara. Turma 323.
É uma característica de agora, casar mais tarde e ter filhos mais tarde ainda. Mais de uma pessoa comentou ‘com 27 anos meus pais já tinham dois filhos’. Sinal dos tempos. Com 27 anos meus pais eram casados havia dois, mas nada de filhos ainda, tinham casa própria. Hoje vejo muitas pessoas já perto dos 30 muito mais ligadas aos pais do que próximas de constituir a sua própria família. Ou, ainda que independentes, sem saber ao certo o que querer. Ou também, mesmo que saibam o que querem, casamento e filhos não está nos planos de tão já.
Divagações a parte, espero que o próximo encontro não seja o de 20 anos. É muito bom saber que tanto tempo depois, ainda há tanto em comum, tanta coisa que faz rir, muitas piadas internas que fazem efeito. Quero muito reencontrar essas pessoas de novo, e trazer algumas de volta para mais perto.
***
Preciso patentear minha memória. Fui instada a falar o nome todo – incluindo sobrenome do meio – de uma porrada de gente. Acertei a maioria.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Mundo virtual

Daí eu fui tentar mudar a minha foto do Orkut, porque já deu.
Cliquei na opção 'alterar': carregou, demorou e não deu em nada. Tentei umas duas vezes e nada.
Até que fui na opção 'remover foto'. Então o Orkut manifestou-se: "tem certeza? gostamos da sua foto..."
Pôxa, fiquei até sem jeito de mudar, falando assim, com jeitinho...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um sonho realizado

Há uma menina da minha infância que já andou pelos meus pensamentos periféricos umas quatro vezes nos últimos dias. O nome dela é Carolina, a conheci na segunda série e nunca fomos amigas. Loira sardenta, com um ar permanentemente entediado. Um misto de blasé infantil com o desinteresse que a falta de informação pode causar. Algo do tipo se eu não conheço é porque não presta. Tacanha, a pobre, na mais tenra idade.
O maior sonho de Carolina, que na escola era Carol, mas apregoava ser Lola no balé, era usar aparelho ortodôntico. Um desejo comum e compreensível quando se tem oito anos. No ano seguinte, ela não estava mais no colégio. Rumores davam conta que os pais a transferiram para uma escola pública, forte indício de falta de dividendos.
No ano seguinte, durante a feira de ciências, ela reapareceu. O meu grupo havia montado um eletroímã no afogadilho, solução dada pela professora do laboratório depois que uma dezena de encontros do grupo para construir uma campainha não deram em nada a não ser bagunça. Ao lado, bem me lembro, outro grupo de meninas apresentava aos visitantes os olhos de um boi e suas partes constituintes. Aquilo não fazia o menor sentido para crianças da terceira série, mas, enfim, a seleção de trabalho não era nada rigorosa.
Carolina entrou na sala e percorreu cada experimento, até que chegou ao eletroímã. Neste momento, eu era a única garota do grupo presente. Ela se aproximou e ficou diante de mim. Certamente me reconheceu, um ano antes, éramos colegas de sala. Mas as crianças não têm o hábito de cultivar laços com amiguinhos que não se encontram todo dia. Era muito normal a criança mudar de escola e a gente nunca mais a vir. Por isso, creio, Carolina não me cumprimentou. Apenas prostrou-se diante de mim.
Mostrei o experimento: um prego se tornava um ímã quando um fio, ligado a uma bateria, era enrolado ao mesmo. Ela fez o ar blasé que melhor a caracterizava.
Optei por não cumprimenta-la. Pirraça. Ela se foi. Continuava entediada, mas não era mais a mesma. Seu rosto estava feiamente adornado com um freio de burro, nome dado no interior paulista ao aro de metal que sai boca e se prende a nuca com uma faixa de tecido. Devia estar exultante.

domingo, 17 de agosto de 2008

Cuidado: frágil

Quando termino de ler um livro tenho saudade dos personagens. Fiquei com Liesel Memimger, Rudy Steiner, Max Vanderburg e companhia um bom tempo na cabeça depois de “A menina que roubava livros” (Markus Zuzak). Recomendo fortemente.
Comecei “Piaf” (Pierre Duclos e Georges Martin) esta semana, e li a melhor descrição de Edith Piaf que posso imaginar. Isto é, comparando a descrição com o que assisti no filme.


“Observando, como todo mundo, que ‘ela não sabe executar muito bem as mímicas habituais dos cantores realistas’, acrescenta que ‘em compensação, ela inventa algumas que transpiram vida’. Naturalmente, a voz não podia ser deixada de lado, ‘uma voz que sai da alma’, mas também comovem seus olhos cor de chuva, ‘seus
grandes olhos com olheiras que engolem todo o seu rosto, seu sorriso encantador, seu perpétuo ar de tristeza, mesmo quando ri. E a tal ponto isso enternece que ‘se tem vontade de protegê-la, niná-la, acaricia-la, agrada-la e mima-la com coisas quentes e doces para remediar a maldade de uma existência que, até agora, jamais a poupou’”.


As aspas são atribuídas a um jornalista amigo dela, René Guetta, que a descreveu dessa forma antes de conhecê-la. Ele acrescentou, a respeito de quando Piaf canta: “Acho que somente nesse momento ela é feliz”. Tenho certeza que o ar de desamparo dela ajudou na aproximação deles.

O frágil enternece.

A vulnerabilidade de Edith Piaf me faz lembrar da minha própria.
O que me lembra uma música cantada pelo Ney Matogrosso. Poema é o nome. A composição é do Cazuza e do Frejat.

Poema

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Muito vivos

Desde o dia 25 de julho deste ano (pelo menos isso!!) eu pelejo para que meu celular funcione. O anterior, de tecnologia CDMA, quebrou e não tinha conserto. O novo é de chip, tecnologia GSM, porque é só isso que existe agora. O problema? A Vivo não consegue migrar a linha de tecnologia para outra. O resultado? Estou sem celular desde 12 de julho, quando o finado finou-se.
Foram mais de dez e-mails trocados com a Vivo, dezenas de telefonemas para o 1058, algumas idas a loja do Calçadão, reclamação na Anatel e no Procon.
E, se alguém souber de simpatia, avise, please.
Eles são tão fofos e polidos que uma amiga sugeriu que eu colocasse o link daquela musiquinha "Vai tomar no cu" no e-mail para o Fale Conosco.
Dá vontade.
E hoje ainda me chega uma conta da Vivo. Mais 40'' de 1058 para cancelar a mesma.

Segue a resposta ao último e-mail.

Prezada Sra. Maria,
Boa tarde!

Ao final deste atendimento, por favor, atribua uma nota [tem certeza?] para aprimorar os serviços do Fale Conosco constantemente.Em atenção ao seu e-mail, queremos salientar nossas sinceras desculpas mediante o fato relatado em sua mensagem a respeito da mudança de tecnologia, lamentamos que esteja com problemas para utilizar o seu número em nossa base de acesso GSM.Ressaltamos que a VIVO conta com umaequipe especializada que [!] esta monitorando o seu caso para que seja solucionado este impasse.

Quanto ao seu questionamento, poderá adquirir um novo número de linha, através da compra de um novo Chip Vivo, em quaisquer lojas Vivo própria mais próxima de sua residência.[(!)³ que caras de pau)

Pedimos gentilmente que acompanhe à solução do processo XXXXXXX, pois não
descartamos em nenhuma hipotese a liberação de seu número na tecnologia GSM.Em caso de dúvidas nos colocamos à sua inteiradisposição. [é o mínimo que espero]


Contamos com a sua participação para avaliar o atendimento que acabou de receber [olha, tem certeza MESMO?] através do Fale Conosco. Para tal, por favor, cole o endereço que segue na barra de seu navegador da
internet: http://www.vivo.com.br/.

Atribua sua nota de 0(totalmente insatisfeito) a 10 (totalmente
satisfeito).

Cordialmente,
XXXXX XXXXX
Equipe Fale Conosco
Vivo.
Sinal de Qualidade [cuma? não entendi a piada...]
http://www.vivo.com.br/



OBSERVAÇÕES:
1) Mereceu nota 1 pela participação.
2) Os grifos e itálicos, evidentemente, são meus.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Revival

A novela "A Favorita" descambou geral. Os personagens se esgoelam na tentativa de se fazer entender, a Patrícia Pillar não convence como psicopata nem no jardim da infância e o Jackson Antunes andou levando uns sopapos na rua por conta de seu personagem desalmado.

A única coisa legal foi a Cláudia Raia, na sua fase fugitiva, ter ressucitado o Tonhão, da TV Pirata.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Clic clic clic

Eu estava com a câmera na bolsa, então resolvi registrara reintegração de posse no assentamento São Francisco de Salles, zona sul de Londrina, PR.

Invasão: 30 de abril de 2008.

Reintegração: 22 de julho de 2008.

Famílias: 227, segundo lideranças da invasão (não vi mais do que 70 gatos pingados).

Efetivo policial: 400 homens de 6 batalhões de Polícia Militar do PR, e alguns cães.

Os hómi chegaram às 7 horas, mas eram esperados desde as 5 da matina. As lideranças não esboçaram a menor intenção de resistir. Queriam aproveitar o serviço de mudança grátis para acampar em frente a Prefeitura, mas não rolou. Não teve quebra-quebra e nem bala de borracha. O máximo do vuco-vuco foi um barraco incendiado pelos próprios moradores, que, segundo a PM, era ponto de venda de droga. Um dos invasores estava tentando agitar e disse "é para sair do terreno, então vou ficar na calçada". Ele cheirava cachaça e não estava conseguindo adesões. Ainda não sei o desfecho.
















segunda-feira, 14 de julho de 2008

Não me diga com quem andas que eu não quero saber

Tem uma pessoa "x" do meu Orkut que atualiza seu perfil todos os dias. Quem é ela, par perfeito, sequências de cinco self-portraits no mesmo cenário, caras, bocas, olhares... Um elogio - de mau gosto - à própria imagem. O que mais me incomoda são as fotos, porque ocupam um baita espaço da minha tela. Sinceramente, não estou afim de saber pormenores da vida vida do "x" em questão.
A-do-ro saber da vida de algumas pessoas e acompanho as atualizações como se fosse novela. "X", por outro lado, não me dá nem uma comichãozinha. Nas faz nem cócegas na minha curiosidade. E o que eu acho que "x" deseja com o frenesi imagético é, exatamente, visibilidade.
A solução foi incluir a pessoa nos "não-conheço", já que não há como seleiconar pessoas por nome para não receber as atualizações.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Domingo na mesa

Um cartaz da Justiça eleitoral, de convocação para mesários voluntários, afirma que trabalhar nas eleições é um ato de cidadania. Ok. A publicidade oficial defende o voto como sinônimo de cidadania. Quem vota é cidadão. Voto não se vende. Ok.
O mesmo cartaz apresenta os benefícios para quem for mesário: dois dias de folga do trabalho por dia trabalhado como mesário e, para universitários, 20 horas de atividade extra-curricular. Se trabalhar como mesário é um ato de cidadania, acho que a convocação não deveria ser fundamentada no recebimento de vantagens. Voto não se vende e cidadania não se compra.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 2 milhões de brasileiros (!) são mesários. Ouvi dizer que é igual herpes, depois que pega, não se livra mais.