quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Umas casa portuguesa, com certeza

Ontem fui fazer uma entrevista na Casa Portuguesa. Tá. Cheguei, toquei a campainha. Nada.
Aí o arguto fotógrafo Abelha, descendente dos lusos, assim como eu, notou que a mesma não funcionaria nem se tocada dez vezes. Foi a primeira vez que vi uma campainha assim. O mais interessante é que não tem tomada por perto. Fomos no portão ao lado e, surpresa: duas campainhas aguardavam dedos ansiosos. Ora, pois.

Gilberto Abelha

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Lead

Quem: Glória Galembeck
O quê: defende sua monografia do curso de Especialização em Comunicação Popular e Comunitária da UEL, "O exercício diário da cidadania: a participação do leitor no Jornal de Londrina".
Quando: hoje, às 21 horas.
Onde: no Ceca da UEL, a sala só vou saber na hora.

Na banca, os professores Celso Mattos (orientador), Rozinaldo Miani e Beto Klein.
Na platéia, quem quiser aparecer.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Dúvida cruel IV

Onde moram as sementes da uva passa?
As uvas não passadas têm sementes graúdas, impossível não detectá-las.
Já as passas têm uns pontinhos, ínfimos, em seu interior.
Será que as sementes da uva passam junto com a fruta?

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Ergonomia já!

Tenho alguns pontos que doem nas costas. Já faz um tempo. Minha postura na mesa de trabalho não é a mais correta. Dói, principalmente, ao lado da omoplata direita. Em seguida, começou uma dor medonha na lateral esquerda do pescoço. Lindo, pensei, agora tenho uma dor de cada lado.
Eis que resolvi seguir um conselho de algum fisioterapeuta que entrevistei sei lá quando: mudar o mouse para o lado esquerdo da mesa.
Mudei hoje.
Sou destra, e tem sido uma experiência difícil que só. Pareço acidentado em reabilitação: movimentos executados com vagar, a setinha passa do alvo, eu volto, tenho vontade de ajudar com a mãe direita, mas não posso!
Uns meses atrás, quando recebi a tal orientação, até tentei "mousear" com a mão esquerda. Mas perdi a paciência rapidinho.
Mas agora, com as costas doloridas, não tem como fugir.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O estranho mundo animal

Equipes de resgate salvaram um urso pendurado na ponte Rainbow, na Califórnia.
Os homens do resgate estenderam uma rede de nylon para salvar o urso.
O urso foi tranqüilizado com um dardo e empurrado com uma vara para a rede.
(FONTE: BBC Brasil)

A questão é: como o bicho foi parar lá? Seria um urso suicida? Que nada. Um carro ultrapassou o urso, ele se assustou e pulou a mureta da ponte. O bicho ficou 24 horas pendurado. O filminho da vida dele deve ter passado e repassado muuuuitas vezes...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Incertas






Ao lado do marido, durante a cerimônia, a esposa esquadrinha o ombro direito do homem à cata de pontos brancos. Espanta algumas caspas com o dorso da mão, põe os óculos, e se certifica que o azul marinho do tecido é como um céu em noite sem estrela. Tira os óculos e se volta a cerimônia.
Mas ela não viu que o ombro esquerdo, esquecido, continuou todo salpicado.
***
A adolescente surda entra no ônibus e puxa papo com a colega de banco. Estava agitada, mais para insatisfeita do que para alegre. Gesticula, emite alguns sons guturais, observada pelo olhar atento da interlocutora. Mas a colega de banco, ouvinte, não assimila o teor do monólogo manual. A conversa veio sem manual. Responde com um olhar compreensivo e cordato.
***
Depois de dias no cativeiro, a atriz famosa é resgatada. Sai nos braços do policial. Está exausta e suja. No estrito cumprimento do dever, o policial sente o cheiro da falta de higiene forçada que nem mesmo o marido famoso da atriz famosa havia sentido. O auge da intimidade.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Inclusão oportunista

Os únicos programas de TV que, invariavelmente, contam com legendas para espectadores surdos, são as propagandas de partidos políticos. Esse tipo de inclusão me desanima, sinceramente. Porque é de fachada, é uma forma de oportunismo eleitoreiro para inglês ver. Não boto fé no caráter "cidadão" que essas legendas possam ter - aliás, que palavra mais promíscua essa, cidadão, cidadania.
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Por que SÓ na propaganda partidária, quando o futuro candidato fala o que quer, sem ninguém para argumentarcom ele, é que as tais legendas estão presentes?
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Gostaria de saber se a pessoa surda consegue ler lábios dos atores/apresentadores na TV.
E, caso não consiga - e, portanto, não tenha acesso aos programas de TV - o que diabos ela estaria fazendo na frente da TV? Esperando a propaganda partidária começar?
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Produtores de propagandas partidárias: vão carpir uma data.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Suspiro





"A saudade é a memória do coração."

(Coelho Neto)




terça-feira, 18 de setembro de 2007

Em caso de dúvida


Quando não se sabe o que fazer, o melhor é ficar onde está.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Notas de aeroporto

(escrito em 15 de setembro)

Eu, que tanto apreço tenho pelas palavras, sinto que seu uso constante e acurado, por vezes, é desnecessário. Digo mais: deveria ser desestimulado. Quero a comunicação do sentido. Abaixo o código. Perigosas, as palavras vão ao centro da questão, desnudam e apontam o dedo para o nariz do sentido.

- É isso, é não outra coisa, o que você sente. Eu sou o que você sente! – dizem as palavras, inquiridoras e infalíveis.

Ah, tão infalíveis as palavras. No fundo, gosto delas.

Depois que um sentimento é agraciado com a função definidora da palavra, depois de enquadrado nos rigores do significado, não tem mais volta.

Mas nem sempre é de sentido que se carece. Quando a subjetividade já definiu a matéria de que é feito o sentimento, todas as palavras do mundo são poucas. O sentido é superior à palavra.

Procuro um estado em que a necessidade da palavra se esfacele. Em que elas voltem para o dicionário, junto com a prepotência do poder de ditar nomes.

***

Minha rebeldia para com as palavras é novidade. Meu apreço, não sei se o qualifico de habitual ou anterior, está de folga.